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Esse é um dos temas mais atuais nas igrejas evangélicas dos nossos dias. O tema vem a debate, principalmente em dias tão escandalosos. Quase que diariamente os jornais noticiam comprometimentos de líderes, com relação a dinheiro, corrupção e outros desvios de caráter.
Por outro lado, quando se trata da igreja onde cada um de nós congrega, o tema igreja recebe outro enfoque. Esse tipo de enfoque é comum fora da igreja também. Quando analisamos um problema, ouvimos: esse governo, a sociedade, o bairro onde moro, o Brasil. Que desejamos dizer com isso? Quando pretendemos nos desvencilhar da responsabilidade, jogamos o problema para o coletivo. Os representantes do governo culpam a sociedade. O cidadão culpa o governo. Quando jogamos a culpa sobre o coletivo, culpamos a todos, e, ao mesmo tempo, não culpamos ninguém. Quando perguntamos: Quem é o culpado? E a resposta vem; João é o culpado. Tereza é culpada. Aí sim, há um culpado.
O coletivo como culpado é o refúgio de quem não quer assumir. Quando ouvimos: Esta igreja é isto é aquilo, estamos nos isentando da culpa, e, por conseguinte, jogando a culpa sobre ninguém, e, assim, não corremos o risco de sofrer represálias por parte do culpado.
A igreja local, como coletivo que é, iguala-se aos demais segmentos sociais, pelo menos, num ponto. Ela tem pessoas com desvios de comportamento, com insuficiência emocional, com atitudes sempre políticas, com problemas de caráter, enfim, de todo tipo. Não é isso que encontramos nos grupos coletivos? Como grupos coletivos que são todas as igrejas se igualam. O crente que descontente pensa que a solução é mudar de igreja, comete um erro que pode levá-lo a um esfriamento espiritual e terminar em apostasia. A falsa igreja começa com uma doutrina falsa, isto é, não baseada na Bíblia. Ela não é falsa, porque tem pessoas problemáticas, pois, se assim fosse, o grupo apostólico foi uma falsa igreja. Como eram problemáticos! A igreja verdadeira começa com a minha pessoa. Começa quando escolho investir em mim mesmo, para ser alguém cada vez mais semelhante a Cristo. Aí sim, “esta igreja”, que tanto menciono, começa a ser a verdadeira igreja de Cristo. Pedro, o apóstolo, ouviu de Cristo. Tu és Pedro, e sobre a confissão de fé que fizeste, edificarei a minha igreja. É o que confesso e vivo que edifica a igreja de Cristo. |