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Pércio
de Moraes Branco é geólogo e colecionador de minerais
desde 1967. Montou uma valiosa coleção, com espécimens
extremamente raros, adquirida há alguns anos pelo Museu
de Ciências Naturais da Universidade Luterana do Brasil.
É autor do Dicionário de Mineralogia e de mais
sete livros, além de dezenas de artigos. |
A LAPIDAÇÃO
Dá-se o nome de lapidação
ao tratamento a que são submetidas as gemas a fim de obter
a forma que mais ressalte a sua beleza e que proporcione o máximo
de brilho.
Há dois tipos básicos de lapidação:
a lapidação em cabuchão e a lapidação
facetada.
Lapidação em cabuchão
é um estilo de lapidação em que a gema
tem duas superfícies convexas (cabuchão duplo-convexo)
ou uma superfície superior convexa e uma inferior
côncava (cabuchão côncavo-convexo)
ou ainda, o que é mais comum, uma superfície superior
convexa e uma inferior plana (cabuchão plano-convexo).
É usado para gemas não transparentes, como lápis-lazúli,
turquesa e malaquita.
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lápis-lazúli
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turquesas lapidadas em cabuchão
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malaquita
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Lapidação facetada
são todos aqueles estilos em que as gemas são totalmente
limitadas por superfícies planas.
As superfícies planas naturais de uma cristal são
chamadas de faces. As superfícies obtidas por lapidação
recebem o nome de facetas.
Até 1400 aproximadamente, a lapidação
facetada consistia apenas em polir as faces naturais
dos cristais, processo que voltou a ser usado nos últimos
anos para cristais grandes de quartzo usados para decoração.
Hoje, porém, o tamanho das facetas e os ângulos
entre elas são dimensionados de acordo com o índice
de refração da gema.
Normalmente a pedra preciosa perde mais de metade de seu peso na
lapidação. Apesar disso, ganha muito em valor.
Por Pércio de Moraes Branco
Consultor para esta coluna
E-mail:
museugeo@portoweb.com.br
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